Strauss Zelnick reconhece os riscos da distribuição ilegal de jogos e afirma que a empresa poderá recorrer a medidas técnicas e ações judiciais para proteger seus títulos.
Com a aproximação do lançamento de Grand Theft Auto 6 (GTA 6), a pirataria volta a ganhar espaço nas discussões sobre o mercado de games. O avanço de métodos de desbloqueio do PlayStation 5 aumenta a preocupação com a distribuição ilegal de jogos. Nesse cenário, Strauss Zelnick, CEO da Take-Two Interactive, comentou como a empresa pretende lidar com esse desafio.
Em entrevista ao WSJ Tech, o executivo reconheceu que a pirataria faz parte da realidade da indústria do entretenimento. No entanto, deixou claro que a companhia precisa acompanhar de perto possíveis ameaças e estar preparada para reagir caso elas comprometam seus negócios.
Strauss Zelnick reconhece que a pirataria faz parte do mercado
Durante a entrevista, Zelnick explicou que as empresas precisam aprender a conviver com a pirataria, uma vez que esse problema acompanha diferentes segmentos do entretenimento há décadas.
Para contextualizar sua visão, o executivo relembrou sua experiência na indústria cinematográfica. Segundo ele, as cópias ilegais representavam aproximadamente entre 10% e 20% daquele mercado.
Por outro lado, a situação da indústria musical chegou a ser ainda mais preocupante. Em meados dos anos 2000, a pirataria alcançou cerca de 80% do mercado, embora esse cenário tenha mudado consideravelmente desde então.
Dessa maneira, Zelnick utilizou esses exemplos para demonstrar que o impacto da distribuição ilegal varia entre os setores e pode mudar ao longo do tempo.
Take-Two poderá utilizar medidas técnicas e processos legais
Embora não tenha mencionado diretamente GTA 6 como alvo de possíveis ataques, Strauss Zelnick reconheceu que a pirataria representa um desafio para as atividades da Take-Two.
Segundo o executivo, a empresa precisa permanecer vigilante e acompanhar a evolução desse problema. Além disso, caso a distribuição ilegal de seus jogos se torne uma ameaça significativa, a companhia poderá adotar diferentes estratégias de combate.
Entre as possibilidades mencionadas estão medidas técnicas e processos legais. Ou seja, a Take-Two pretende utilizar recursos tecnológicos para dificultar a pirataria e também poderá recorrer à Justiça quando necessário.
Entretanto, o CEO não apresentou detalhes sobre quais tecnologias seriam utilizadas ou quais medidas específicas poderiam entrar em funcionamento antes da chegada de GTA 6.
Conexão com servidores também faz parte da estratégia
Outro ponto mencionado por Zelnick envolve a infraestrutura online dos jogos da empresa. O executivo destacou que, para aproveitar adequadamente os títulos da Take-Two, os jogadores precisam manter conexão com os servidores da companhia.
Essa declaração chama a atenção porque indica a importância dos serviços online para a experiência oferecida pela empresa. Contudo, Zelnick não confirmou que GTA 6 exigirá conexão permanente com a internet para funcionar.
Com lançamento previsto para 19 de novembro de 2026, GTA 6 está entre os jogos mais aguardados do ano. Portanto, a preocupação com cópias ilegais e métodos de desbloqueio deve continuar em pauta nos próximos meses.
Por enquanto, a Take-Two não revelou um plano específico de proteção para o novo Grand Theft Auto. Ainda assim, as declarações de Strauss Zelnick mostram que a empresa pretende acompanhar de perto qualquer ameaça relacionada à pirataria e agir caso seja necessário.
Imagem: Rockstar Games/Reprodução
Fonte: Eurogamer




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