Aether & Iron aposta em escolhas duras e corrupção sistêmica em uma Nova York decopunk

RPG narrativo chega ao PC em março de 2026 com foco em decisão, risco e poder

A Seismic Squirrel confirmou o lançamento de Aether & Iron para 31 de março de 2026, no PC via Steam e com compatibilidade total com Steam Deck. O estúdio entra em um terreno ambicioso ao propor um RPG narrativo centrado menos em “salvar o mundo” e mais em sobreviver — e prosperar — dentro dele. A proposta não gira em torno de heroísmo clássico, mas sim de escolhas imperfeitas, alianças instáveis e consequências inevitáveis.

Ambientado em uma Nova York alternativa dos anos 1930, o jogo imagina uma cidade redesenhada verticalmente após a descoberta do éter, substância que viabilizou tecnologias antigravitacionais. A partir daí, sindicatos do crime, interesses políticos e corporações passam a disputar poder em camadas — literalmente. Nesse cenário, o jogador assume o controle de Gia, uma contrabandista que precisa negociar, manipular e, quando necessário, queimar pontes para continuar viva.

Narrativa guiada por personagens, não por conveniência

Diferente de RPGs que usam escolhas como ornamento, Aether & Iron estrutura toda a progressão narrativa em torno das decisões do jogador. Relações mudam, oportunidades desaparecem e personagens reagem de forma consistente ao histórico de ações de Gia. Além disso, o jogo assume o risco como mecânica central: até decisões cautelosas podem falhar por causa de uma rolagem de dados mal-sucedida. Portanto, não existe caminho “seguro”, apenas apostas melhores ou piores.

O sistema de atributos — Astúcia, Inteligência e Valentia — influencia diálogos, conflitos e abordagens estratégicas. No entanto, o design deixa claro que estatísticas não anulam a incerteza. Assim, o jogo reforça seu tema central: controle é sempre parcial.

Combate veicular em turnos com identidade própria

Em vez de batalhas convencionais, o jogo aposta em combate veicular em turnos, integrado à narrativa. Os veículos, todos movidos a éter, funcionam como extensões da personalidade do jogador. Compartimentos secretos, cortinas de fumaça e lança-chamas não servem apenas para vencer confrontos, mas também para definir estilos de jogo.

Além disso, a gestão de uma equipe de companheiros adiciona camadas dramáticas e táticas. Cada aliado traz habilidades específicas e conflitos pessoais que interferem tanto na história quanto nas batalhas.

Estética, som e ambição narrativa

Visualmente, Aether & Iron adota uma identidade inspirada em quadrinhos policiais dos anos 1930 e no Art Déco, o que reforça o clima de decadência elegante. No áudio, o projeto se apoia em vozes originais em inglês e em uma trilha assinada por Christopher Tin e Alex Williamson, nomes reconhecidos na indústria.

No fim, o jogo não promete conforto. Pelo contrário: ele desafia o jogador a aceitar que, em um mundo moldado por corrupção e poder, toda escolha cobra seu preço.

Imagens: Seismic Squirrel/Divulgação

Fonte: Assessoria de Imprensa

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