Criadores relatam queda brusca na audiência
Nas últimas semanas, diversos criadores de conteúdo relataram um fenômeno inesperado: a queda repentina de visualizações em seus vídeos no YouTube. A redução começou a ser percebida a partir da metade de agosto e afetou principalmente o acesso feito por computadores. Em contrapartida, dispositivos como televisores, tablets e celulares não registraram a mesma oscilação.
Adblock no centro da discussão
Embora surgissem várias hipóteses, incluindo mudanças recentes na verificação de idade por inteligência artificial, o fator mais apontado acabou sendo o uso de bloqueadores de anúncios. De forma indireta, o YouTube confirmou que ferramentas desse tipo podem interferir na contagem de views, o que ajuda a explicar por que canais com público acostumado a usar adblock sentiram um impacto maior.
Criadores como Josh Strife Hayes e o grupo Linus Tech Tips identificaram o mesmo padrão: a audiência não caiu de fato, mas a contagem de visualizações em computadores com bloqueadores ativos despencou.
Receita estável reforça suspeitas
Um detalhe chamou atenção da comunidade. Apesar da queda no número exibido nas estatísticas, a receita com anúncios não sofreu alteração significativa. Essa contradição reforça a ideia de que o problema está ligado ao registro das visualizações e não no número real de pessoas assistindo aos vídeos.
Atualização da EasyList trouxe efeito colateral
Em 11 de agosto, a EasyList — lista de filtros utilizada por vários adblocks — recebeu uma atualização que bloqueava a chamada “youtube[.]com/api/stats/atr”. Essa regra, ao impedir a comunicação com os servidores da plataforma, fez com que as visualizações deixassem de ser contabilizadas corretamente. Youtubers como ThioJoe e Jeff Geerling chegaram a orientar o público sobre ajustes manuais para contornar o problema.
Mais um capítulo da guerra contra bloqueadores
Esse episódio evidencia a relação cada vez mais tensa entre o YouTube e os usuários de bloqueadores de anúncios. Enquanto a empresa alega que os adblocks prejudicam métricas e, consequentemente, afetam o trabalho dos criadores, muitos espectadores afirmam que recorrem a eles por causa do excesso de propagandas, sobretudo as longas e não puláveis.
No fim, a disputa permanece aberta e sem uma solução definitiva. De um lado, o YouTube busca proteger seu modelo de negócios; de outro, os usuários defendem sua experiência de navegação.
Imagem: Gemini
Fonte: 9to5google


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