Répteis, viagem no tempo e miniaturas ganham vida em um dos lançamentos indie mais excêntricos de 2024
O cenário de RPGs táticos por turnos vai ganhar um competidor peculiar e deliberadamente exagerado. Reptilian Rising, novo projeto das desenvolvedoras britânicas Gregarious Games e Robot Circus, com publicação da Numskull Games, terá uma demo jogável lançada no Steam em 18 de fevereiro. A versão completa chega na primavera para Steam e Nintendo Switch, apostando em uma mistura pouco convencional de estratégia, humor absurdo e visual inspirado em miniaturas físicas animadas em stop-motion.
Desde o início, o jogo deixa claro que não busca sutileza. A narrativa parte de uma premissa direta: a linha do tempo está sendo destruída por répteis genocidas, e a humanidade responde recrutando figuras históricas icônicas para uma guerra impossível. Em vez de heróis genéricos, o jogador comanda personagens reconhecíveis como Cleópatra, Winston Churchill, Júlio César e Albert Einstein, cada um reinterpretado dentro de um contexto satírico e deliberadamente anacrônico.
Combate tático com identidade própria
Embora utilize a estrutura clássica dos RPGs táticos por turnos, Reptilian Rising tenta se diferenciar por meio de sistemas ligados à manipulação temporal. Ao longo das batalhas, o jogador pode gastar energia temporal para criar clones, invocar aliados inesperados ou abrir portais que reposicionam unidades rapidamente no mapa. Dessa forma, o jogo incentiva experimentação constante, em vez de estratégias rígidas.
Além disso, o progresso não se limita a uma campanha linear. Ao revisitar missões sem causar paradoxos temporais, o jogador desbloqueia objetivos bônus, segredos narrativos e melhorias para seus heróis favoritos. Assim, o loop de jogo recompensa tanto eficiência tática quanto curiosidade.
Vilões que apostam no excesso
Se os heróis chamam atenção, os inimigos fazem questão de roubar a cena. O jogo apresenta uma galeria de antagonistas que inclui dinossauros armados, homens-lagarto sociopatas e aberrações como o Tri-Canhão, um híbrido de tricerátopo com minigun. No topo da ameaça está o Ditadorsauro, criatura que concentra três dos piores tiranos da história humana em um único corpo colossal. A proposta é clara: exagerar até o limite e tratar o absurdo como identidade estética, não como piada ocasional.

Lançamento, preços e edições
A versão digital de Reptilian Rising será lançada por US$ 27,99 (ou R$ 88,99) no Steam e na eShop. No Steam, haverá ainda uma edição especial por US$ 34,99, que inclui a trilha sonora original e um eBook em formato de visual novel. Embora o jogo não esconda seu tom humorístico, o projeto demonstra ambição técnica e conceitual suficiente para atrair fãs de RPGs táticos que buscam algo fora do padrão.
Em resumo, Reptilian Rising não tenta agradar a todos. Pelo contrário: aposta em uma identidade forte, referências exageradas e sistemas que misturam estratégia com caos controlado. Se essa combinação vai funcionar a longo prazo, a demo de fevereiro deve dar uma resposta mais concreta.
Imagem: Numskull Games/Divulgação
Fonte: Assessoria de Imprensa


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